Há três concelhos onde nascem mais rapazes do que raparigas há seis anos consecutivos

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Já se sabe que nascem todos os anos mais meninos do que meninas, mas Faro, Lagos e Olhão “apostam” mesmo em força no sexo masculino. Em Faro, a situação já se verifica há sete anos consecutivos. Em Portimão, onde o número de nascimentos de meninos supera o de meninas há três anos, registou-se o ano passado a maior diferença da região (mais 50 rapazes do que raparigas) num único ano

DOMINGOS VIEGAS

Apesar das estatísticas totais indicarem, tanto a nível nacional como regional, que na maioria dos últimos anos têm nascido mais rapazes do que de raparigas, esta diferença não é linear em todos os concelhos e varia de ano para ano em cada município. Porém, no Algarve há três concelhos onde as mães dão à luz mais rapazes do que raparigas há seis anos consecutivos.

Trata-se de Faro, Lagos e Olhão, sendo que no município da capital algarvia este fenómeno já acontece há sete anos. Nos restantes 13 municípios algarvios a predominância do sexo de nascimento alterna de ano para ano, embora se destaque Portimão que já leva três anos consecutivos com mais nascimentos de rapazes.

A maior diferença em Olhão aconteceu, precisamente, no ano passado, quando nasceram 223 meninos e apenas 182 meninas, ou seja, mais 41 nascimentos do sexo masculino. Os dados indicam ainda, no mesmo concelho, o nascimento de mais oito rapazes do que raparigas em 2016 (214/206), mais 29 em 2015 (222/193), mais 30 em 2014 (204/174), mais 23 em 2013 (211/188), mais 22 em 2012 (242/220) e mais 20 em 2011 (276/256).

Por seu turno, em Lagos, a diferença recorde destes últimos seis anos aconteceu em 2011 com mais 37 nascimentos de rapazes do que de raparigas (178/141). Daí para cá, a diferença foi de 10 em 2012 (143/133), 16 em 2013 (126/110), nove em 2014 (119/110), seis em 2015 (128/122), 17 em 2016 (139/122) e 11 no ano passado (138/127).

Em Faro, 2016 foi o ano que a diferença entre os nascimentos de rapazes e raparigas foi maior (347/318, ou seja, mais 29). Nos outros anos deste período, a diferença foi de três em 2017 (326/323), cinco em 2015 (306/301), 27 em 2014 (307/280), 20 em 2013 (281/261), 12 em 2012 (319/307) e cinco em 2011 (347/342). Acresce ainda que, ao contrário do que sucede em Olhão e Lagos, onde este fenómeno acontece há seis anos, em Faro já se tinha registado um maior número de nascimentos de rapazes em 2010 (348/329, ou seja, mais 19).

Portimão parece estar a seguir o caminho daqueles quatro concelhos e já vai com três anos consecutivos a registar mais nascimentos de meninos do que de meninas. No ano passado a diferença foi de 50 (304/254), a mais alta dos últimos anos na região, em 2016 tinha sido de 33 (290/257) e em 2015 tinham nascido mais 17 rapazes do que raparigas (300/283).

Loulé, tal como acontece há vários anos, foi o concelho onde nasceram mais bebés em 2017 (686 nascimentos e uma taxa de natalidade de 9,6%), seguido de Faro (649, 10,9%), Portimão (558, 9,9%), Albufeira (495, 11,1%), Olhão (405, 9,3%), Silves (294, 8,0%), Lagos (265, 8,5%), Tavira (226, 8,4%), Lagoa (209, 8,8%), Vila Real de Santo António (177, 9,5%), São Brás de Alportel (90, 8,1%), Vila do Bispo (51, 8,5%), Aljezur (47, 8,4%), Castro Marim (43, 8,2%), Monchique (30, 7,2%) e Alcoutim (11, 3,7%).

No ano passado, os municípios onde nasceram mais rapazes do que raparigas foram (além dos já referidos Faro, Lagos, Olhão e Portimão) Loulé (367 meninos e 319 meninas), São Brás de Alportel (52/38), Silves (148/146) e Vila do Bispo (30/21).

Ainda relativamente a 2017, em sete municípios o número de nascimentos de meninas superou o de meninos: Albufeira (246 rapazes e 249 raparigas), Alcoutim (3/8), Aljezur (22/25), Castro Marim (19/24), Lagoa (99/110), Tavira (105/121) e Vila Real de Santo António (87/90).

Em Monchique, no ano passado, nasceram 15 rapazes e outras tantas raparigas.

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