Gasóleo vai custar 1,50 euros

.

Com a subida anunciada entre 2 a 3 cêntimos do preço dos combustíveis, o litro de gasóleo atinge na próxima semana um novo máximo histórico

.

O preço dos combustíveis volta a subir na próxima semana, entre dois a três cêntimos, refletindo as cotações médias nos mercados internacionais. Com esta subida o gasóleo atinge um máximo histórico de 1,50 euros.

Fonte do sector adiantou à Lusa que a evolução das cotações nos mercados internacionais permite antecipar uma subida no preço dos dois combustíveis, que deverá ser de dois a três cêntimos.

Com esta subida, o preço do gasóleo vai custar quase 1,50 euros, um novo máximo histórico, depois de, em março, ter alcançado o valor de 1,4825 euros/litro. Já o preço da gasolina fica a cerca de quatro cêntimos do máximo histórico de 1,738 euros/litro, alcançado em abril deste ano.

O preço médio do gasóleo atualmente é de 1,474 euros/litro, enquanto a gasolina 95 custa, em média, 1,679 euros/litro, segundo a informação disponibilizada pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), tendo como referência os preços de 2598 postos de abastecimento em Portugal continental.

De acordo com a mesma fonte, o preço médio em 2011 foi de 1,372 euros/litro no gasóleo e de 1,546 euros/litro no gasolina.

Diversas causas fazem subir os preços

Esta nova subida do preço do petróleo, que esta semana atingiu o valor mais elevado dos últimos três meses, está relacionada com a diminuição generalizada dos stocks de crude e de produtos refinados (sobretudo da gasolina) nos EUA e com o aumento das tensões políticas no Médio Oriente, numa altura em que se adensam os rumores de um eventual ataque de Israel ao Irão e se agravam os conflitos na Síria.

“O Médio Oriente, responsável por um terço da produção mundial de petróleo, é a principal razão para os preços do petróleo estarem em alta”, defende o economista especializado em energia James Williams, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

O preço do petróleo também está a ser condicionado pela especulação sobre a adoção de medidas de estímulo económico nos Estados Unidos, na Europa e na China, o que viria a aumentar o consumo, de acordo com os analistas.

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao considera que a diminuição da inflação dá margem de manobra ao seu Governo para combater a desaceleração económica, o que reforçou a convicção dos investidores de que a China irá adotar medidas de estímulo à economia.

Também da Reserva Federal e do Banco Central Europeu são há muito aguardadas medidas de fomento à economia.

O preço dos combustíveis é ainda penalizado pela desvalorização do euro face ao dólar, registada nos últimos dias, tendo na última sessão a moeda única recuperado para os 1,2366 dólares.

(Rede Expresso)