Direita em perda, esquerda em alta

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Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e SIC do mês de julho mostra que o declínio de PSD e CDS continua, com a esquerda a distanciar-se nas intenções de voto dos portugueses.

Quando em junho do ano passado, os partidos de Passos Coelho e Paulo Portas conseguiram um resultado eleitoral que lhes permitiu regressar ao poder, PSD e CDS/PP, somados, chegaram aos 50% dos votos dos portugueses. Agora, quando já passou um ano de governação, as duas forças somadas ficam pela primeira vez abaixo dos 45% dos votos, uma barreira psicológica para se conseguir a maioria absoluta dos deputados no Parlamento.

Desde janeiro, quando ainda estavam acima dos 48% que a soma dos dois tem vindo sempre a cair. E, este mês, a diferença para as três forças de esquerda, PS, PCP e BE já é de três pontos percentuais. Com o PS a conseguir mesmo o melhor score desde a noite das eleições que ditou o afastamento de José Sócrates.

Mais à esquerda, comunistas e bloquistas mantêm as suas posições relativas, os dois acima do resultado que obtiveram nas urnas em junho do ano passado.

Em relação à popularidade dos líderes políticos e instituições, de acordo com o inquérito da Eurosondagem do mês de julho, Paulo Portas continua a ser a figura mais querida. Mesmo estando no Governo. E mesmo sendo corresponsável das medidas de austeridade que os portugueses estão a sentir na pele. Ao pé de si, Portas já só tem Seguro. O líder do PS conseguiu uma forte subida este mês. Atrás deles seguem Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã. Em cima da linha de água estão Cavaco e Passos.

Ficha Técnica

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso e SIC, de 5 a 10 de julho de 2012. Entrevistas telefónicas realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região – norte (20,3%), A.M. do Porto (14,3%), centro (29,2%) A.M. de Lisboa (26,5%) e sul (9,7%), num total de 1036 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1264 tentativas de entrevistas e destas 228 (18%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião. Foram validadas 1036 entrevistas, correspondendo a 82% das tentativas realizadas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo, feminino – 51,7%, masculino – 48,3%; e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos – 15,8%, dos 31 aos 59 – 52%, com 60 anos ou mais – 32,2. O erro máximo da amostra é de 3,04%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

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