CRÓNICA DE FARO: “Prémios Valmor” da capital sulina

OPINIÃO | JOÃO LEAL

A recuperação e valorização da urbe capital sulina deve constituir uma notória e permanente preocupação quer do atual executivo autárquico, como dos antecedentes e dos que resultarão de futuros atos eleitorais. Porque, verdade se diga, com toda a crueza e realidade que a cidade apresenta muitas e muitas são as zonas degradadas, com prédios em ruínas e falhas enormes na continuidade urbanística.
Há muitos anos o município instituiu galardões, que em numerário como em placas identificativas das recuperações havidas, distinguido com justiça, mérito e criteriosa escolha, as obras efetuadas no sentido de dar uma melhor visão à cidade e conferir-lhe com a sua condição de capital da mais turística região portuguesa e uma das mais cotadas da Europa, conforme o foi reconhecido, recentemente em São Petersburgo (Rússia).
Razões de constrangimento orçamentais, que causaram e continuam causando danos em vários sectores da vida comunitária desde 2012 que estes, como “Prémios Valmores” com que, com idêntico propósito a Câmara Municipal de Lisboa o faz em relação à capital da terra lusa, não eram atribuídos. A sua continuidade foi agora reposta e com toda a plena oportunidade procurando, acima de tudo, tornar Faro uma cidade de excelência.
Felicitamos a autarquia e todos os farenses, como felicitamos os distinguidos, num incentivo a que a obra dê os desejados frutos.
Foram vencedores, na condição de recuperação urbana um histórico edifício farense, antiga escola do Magistério Primário e Escola Primária, no gaveto das ruas Serpa Pinto e Baptista Pinto, hoje uma modelar unidade de alojamento hoteleiro (hostal) e nos espaços exteriores o Parque Ribeirinho de Faro, cabendo ainda menções honrosas a outros trabalhos na rua Rasquinho (Vila-a-Dentro) e ao espaço situado na Ria desde as pontes de Marchil às Figuras. Faro a embelezar-se e a recuperar a sua fisionomia um passo em frente que a todos importa.

João Leal