CRÓNICA DE FARO: Nos 50 anos da Associação de Ténis de Mesa do Algarve

OPINIÃO | JOÃO LEAL

Foi há meio século que um grupo de entusiastas da modalidade, gente com relevantes serviços prestados à comunidade algarvia, quer no desporto como em outras áreas, oficializou a criação da dinâmica Associação de Ténis de Mesa do Algarve, então denominada de Faro e com este ato marcante na história da vida do desporto algarvio, pela notável ação desenvolvida e para além da criação dos campeonatos regionais e outros torneios de marcante projeção internacional (quem não se recorda e não formula votos pelo reaparecimento do torneio que ocorria aquando da Feira de Santa Iria, na capital sulina?) de um inquestionável impulso à democratização da prática do popular pingue-pongue no rodapé de Portugal. Muitas foram as terras, algumas de reduzida expressão demográfica que começaram a surgir, quer competitivamente como despertando verdadeiros valores e apreciados jogadores. O ténis de mesa tem uma longa tradição por estas bandas, de modo próprio pelas competições organizadas pela Mocidade Portuguesa e com títulos nacionais ganhos, ocorrendo-nos à memória a famosa e lembrada constituída equipa pelo falecido Dr. José Barros Madeira, um outro “moço de então” e também de nome Madeira e o veterano mestre “Zé de Brito”, que foram campeões nacionais.
Ao longo destes 50 anos de vida, com um manancial de realizações, uma pleiade de dedicados dirigentes, alguns dos quais e com que saudosa lembrança os evocamos, já nos deixaram e uma confiança ilimitada, não obstante todas as dificuldades conhecidas, no futuro do pingue-pongue algarvio, a associação aniversariante representa o amadorismo puro e cem por cento dedicado e a plena concretização dos ideais maiores e mais belos do que é o verdadeiro desporto.
Nestas “Bodas de Ouro” da Associação de Ténis de Mesa do Algarve que foram festiva e merecidamente assinaladas com um jantar decorrido em agosto, em São Brás de Alportel, concretizando-se o forte amplexo entre entidades oficiais e desportivas, autarquias, antigos e atuais dirigentes e famílias (sempre as mais sacrificadas pela dedicação havida), bem como essas “pedras vivas da modalidade” que o são atletas, treinadores, árbitros, sócios de mérito, em suma todo o vasto universo do pingue-pongue algarvio, apresentamos as mais efusivas felicitações e o agradecimento justificado em nome da região aquele que é o “Sr. Ténis de Mesa do Algarve”, e seu servidor número uma, Fernando Bitoque!

João Leal