Utentes denunciam condições de “bradar aos céus” nos hospitais

Alda Amaral tirou esta fotografia no passado dia 6 de março para denunciar “as más condições a que os utentes e os profissionais estão sujeitos no hospital de Portimão”. A administração garante que foi “uma situação pontual” resolvida em 30 minutos

A população residente e flutuante no Algarve cresceu nas últimas décadas, mas os edifícios e o pessoal de saúde não “esticam”. Por isso, são cada vez mais as queixas dos utentes e dos profissionais de saúde em relação às condições do centro hospitalar algarvio. A situação já é encarada como uma emergência que só a construção do novo hospital central poderá resolver

 

Doentes atendidos por um médico num gabinete apertado e sem condições, com “um caixote do lixo a servir de secretária” e “um computador fixado com fita adesiva para pensos”. Este foi o cenário encontrado por Alda Amaral, no passado dia 6 de março, durante uma consulta de ortopedia no hospital de Portimão.

A moradora na Mexilhoeira da Carregação, no concelho de Lagoa, foi à unidade hospitalar depois de o filho, de 11 anos, ter caído na aula de educação física, suspeitando-se logo de uma fratura na bacia. “Fiquei indignada com um espetáculo daqueles. Uma pessoa vai doente e fica ainda pior a ver aquelas condições. Não devia ser assim que se tratam os doentes, mas, infelizmente, isso já é hábito no hospital de Portimão”, desabafou a utente ao JORNAL DO ALGARVE, depois de denunciar o caso nas redes sociais.

Contactada pelo nosso jornal, uma fonte do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) garantiu tratar-se apenas de “uma situação pontual de avaria de equipamento”. “O pé de uma mesa partiu-se e o médico optou por não interromper o seu trabalho enquanto se procedia à substituição da mesma, situação que não demorou mais de meia hora”, referiu.

Além disso, a mesma fonte adiantou que “o CHUA dispõe, em cada uma das suas unidades, de um serviço de instalações e equipamentos em permanência para dar resposta imediata a este tipo de situações, tal como se verificou neste caso em concreto”.

“O conselho de administração e os profissionais do CHUA trabalham diariamente no sentido de colmatar os constrangimentos que possam surgir e continuar a garantir a melhor prestação de cuidados aos utentes, pelo que entendemos que este tipo de notícias, baseadas em opiniões discutidas nas redes sociais, são difamatórias do bom nome da instituição e dos seus profissionais”, remata a fonte…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 15 DE MARÇO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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