“Um derrame de petróleo pode chegar à costa num dia e meio”

APA avaliou o pior cenário possível mas garante que é “improvável”

O primeiro furo de pesquisa de hidrocarbonetos em Portugal será realizado a 46 quilómetros da costa de Aljezur e a cerca de 1000 metros de profundidade

No pior cenário, a chegada de um derrame de petróleo à costa de Aljezur aconteceria “aproximadamente um dia e meio” após a ocorrência – “improvável” – de um acidente. Esta conclusão consta do parecer da Agência Portuguesa do Ambiente, que justificou a dispensa do estudo de impacte ambiental da prospeção de petróleo com a falta de “impactos negativos significativos”. Ainda assim, definiu 50 medidas preventivas para “manter o risco tão baixo quanto razoavelmente praticável”, numa zona contornada todos os dias por mais de 50 petroleiros

 

O parecer que justificou a dispensa da avaliação de impacte ambiental das operações de prospeção ao largo de Aljezur considerou a possibilidade de ocorrência de acidentes graves. Mas chegou à conclusão que “os cenários identificados são na sua generalidade de risco baixo, existindo dois cenários classificados como de risco médio”, apurou o JORNAL DO ALGARVE.

“Nesta avaliação foram considerados com risco médio o cenário de colisão do navio de perfuração com rutura total do tanque de combustível e o cenário de blowout (libertação não controlada de hidrocarbonetos de uma sondagem após a falha dos sistemas de controlo de pressão), estando este último classificado na matriz de risco como requerendo, obrigatoriamente, medidas que mantenham o risco tão baixo quanto razoavelmente praticável”, lê-se no documento, divulgado há duas semanas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Na análise efetuada para avaliar as possíveis consequências, “constata-se que, no pior caso e se não fossem acionados os planos de emergência previstos, a chegada do derrame à costa dar-se-ia aproximadamente um dia e meio após a ocorrência de um blowout”, conclui a APA, acentuando que “esta probabilidade é estimada em 3,5 x10-4 (ocorrência improvável)”.

Apesar desse risco, a agência assegura que as medidas previstas vão assegurar o controlo da atividade marítima, bem como do poço, durante todas as operações…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 31 DE MAIO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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