Turismo faz disparar empregos… que ninguém quer!

A procura e a oferta de trabalho estão desencontradas na região

Baixos salários e más condições de trabalho fazem a atual realidade no setor turístico na região

As ofertas de emprego estão a crescer como cogumelos no Algarve, mas os baixos salários não atraem. Atualmente, mais de metade das pessoas que trabalham na indústria hoteleira e do turismo não recebe mais de 600 euros. É este o cenário do mercado de trabalho na região, que permanece muito condicionado pela sazonalidade. As empresas queixam-se de que não encontram gente para trabalhar, enquanto os trabalhadores afirmam que o problema são os “péssimos salários e a imposição de horários cada vez mais longos e desregulados”, que tornam mais penosos estes trabalhos. Será que o Algarve está condenado a gerar apenas “maus” empregos, ou seja, pouco qualificados e mal pagos…?

 

Sopram bons ventos da economia algarvia, principalmente do setor do turismo. Mas embora a taxa de desemprego esteja em queda na região – muito por culpa do “boom” do turismo algarvio –, tendo mesmo atingido o valor mais baixo desde a última crise (7,7% no ano passado, menos 1,5% em relação a 2016, quando em 2011 chegou a ultrapassar os 17,5%), muitas das vagas surgidas nos centros de emprego e milhares de postos de trabalho oferecidos pelas empresas ficam por preencher.

Isto indica que existe atualmente um claro desajustamento entre a oferta e a procura de trabalho no Algarve. Culpa dos trabalhadores? Ou das empresas, que não oferecem condições dignas? O JORNAL DO ALGARVE foi saber quais as razões para existirem cada vez mais empregos na região que ninguém quer…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 17 DE MAIO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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