Mais chuva e vento nos próximos dias

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A pouco mais de uma semana do começo da primavera, parece que estamos em pleno inverno. Depois da depressão Felix, que afetou todo o país, chega a Gisele, também ela uma depressão que vai provocar vento forte, chuva intensa e grande agitação marítima.

Os avisos amarelos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já começaram a entrar em vigor. O mapa de Portugal está pintado de amarelo (o segundo nível mais grave numa escala de quatro), à exceção de Lisboa e Vale do Tejo que, neste momento, já está sob aviso laranja.

“Foi atribuído o nome Gisele a uma depressão centrada a norte/noroeste do arquipélago dos Açores e em deslocamento para leste. Com a passagem de uma superfície frontal fria associada a esta depressão prevê-se para Portugal continental, a partir de quarta-feira, um agravamento das condições meteorológicas, com ocorrência de precipitação, que pode por vezes ser forte, acompanhada de granizo e trovoada. O vento irá também intensificar, em especial no litoral e nas terras altas”, informa o IPMA.

Ao longo desta quarta-feira, vão entrando em vigor os vários avisos: começou pela zona norte, mas já foi alargado ao centro e sul do país.

A Proteção Civil mantém os avisos dos últimos dias devido “ao agravamento da situação meteorológica”. Há possibilidade de as estradas ficarem escorregadias e de se formarem lençóis de água e gelo; no meio urbano podem acontecer cheias devido acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem; e as zonas costeiras, que são mais vulneráveis, podem transbordar e provocar inundações.

Assim, deve assegurar que os escoamentos de águas estão desentupidos, conduzir com especial cuidado, não atravessar zonas inundadas, fixar estruturas soltas (por exemplo, andaimes, placards e outras estruturas suspensas), não praticar atividades relacionadas com o mar e ter atenção quando circular junto à costa, se possível evitar passar por estes locais.

A depressão Gisela vai afetar também “a região noroeste de Espanha e a região da Bretanha, seguindo depois a sua trajetória na direção das ilhas Britânicas”.

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