Loulé: Festival Som Riscado arrisca novos horizontes a partir de quarta-feira

Surma

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Palco de experimentação. Lugar de divulgação da música exploratória. Laboratório de experimentação sonora. Lugar de sons não espartilhados (nem em padrões, nem em convenções). De tudo isso é feito Som Riscado, o Festival de Música e Imagem de Loulé que vai para a sua terceira edição.

A partir desta quarta-feira e até domingo, o epicentro de Som Riscado é, como já nos habituou, o Cine-Teatro Louletano, mas não se fica por aí. Haverá atividades no Centro de Experimentação e Criação Artística de Loulé (CECAL)/Casa da Cultura de Loulé, no Auditório do Convento do Espírito Santo, bem como no Auditório da Escola Secundária de Loulé. Agendados estão concertos visuais, performances, exposições, instalações interativas, formação e debates.

Logo a abrir esta nova edição, no dia 4, pelas 19h00, o festival apresenta “Som Temperado”, um espetáculo multidisciplinar inédito que resulta de um trabalho a várias mãos entre o produtor musical Miguel Neto – mEEkAlnUt (eletrónica), o ‘chef’ de cozinha do restaurante Tertúlia Algarvia e os Caldeireiros de Loulé, numa alquimia moderna de sons e sabores. Após o espetáculo haverá lugar para a degustação de cataplana algarvia por parte do público. A lotação é limitada.

E em absoluta estreia a sul, o espetáculo experimental “Autópsia de um Futurismo Português” realiza-se a 5 de abril, às 21h30, no Cine-Teatro, com a prestigiada Nova Orquestra Futurista do Porto e o convidado especial Vítor Correia (ator), o qual evoca a breve aventura que foi o “Futurismo Português” e os seus autores.

Na noite de 6 de abril, pelas 22h00, acontece “Os Portugueses”, um concerto visual que assenta numa versão revista e atualizada dos temas instrumentais de Rodrigo Leão escritos para a série televisiva “Portugal, um Retrato Social”, cujas imagens serão projetadas no decorrer do espetáculo. Rodrigo Leão far-se-á acompanhar por um(a) cantor(a) convidado(a), uma formação ancorada num naipe de cordas (violino, violoncelo e viola) e um multi-instrumentista. Antes, porém, às 18h30, Rodrigo Leão, Ivan Dias (produtor/realizador) e Joana Pontes (realizadora) discutem “Da Imagem à Música: Labirintos e Fascínios do Processo Criativo” também no Cine-Teatro, num debate com entrada gratuita.

O resultado da encomenda do Cine-Teatro Louletano ao reconhecido trio de João Paulo Esteves da Silva terá lugar no dia 7 de abril, sábado, pelas 21h30, sendo precedido de uma conversa entre o músico, a docente universitária Miriam Tavares e Aida Tavares, diretora artística do São Luiz Teatro Municipal e representante da Casa Bernardo Sassetti, os quais, desafiados pelos organizadores, conversam sobre o legado fotográfico do músico Bernardo Sassetti – neste caso sobre um conjunto de fotografias do músico Bernardo Sassetti que integram a exposição “… e ainda por cima está frio” –, bem como sobre o processo criativo subjacente ao concerto visual de João Paulo.

Para o último dia de festival, domingo, às 17h00, haverá uma performance audiovisual dos criativos e inquietantes Sampladélicos (Tiago Pereira e Sílvio Rosado), já a anunciar o novo disco e mais uma vez reinventando pelo som e pela imagem todo um legado riquíssimo ligado à música tradicional portuguesa.

Igualmente resultante de uma encomenda do festival, na mesma tarde, pelas 18h30, em jeito de encerramento do Som Riscado, acontece um concerto visual que junta os Triktopus (João Frade, Marco Santos e Diogo Duque), cuja sonoridade é de forte influência étnica, jazzy e de recurso a elementos eletrónicos, loops, samples e partes vocais, ao desenho experimental em tempo real de Pedro do Vale.

Encontram-se também já à venda os bilhetes para o concerto de música eletrónica para bebés com a convidada especial Surma e a Companhia Musicalmente (numa estreia absoluta deste formato a sul do país), que terá lugar no Auditório da Escola Secundária de Loulé, com sessões às 10h00 e 11h30 de sábado.

A cargo da reconhecida associação Sonoscopia (Porto), terá ainda lugar, no Auditório do Convento do Espírito Santo, no dia de encerramento, domingo, uma “Oficina de Construção de Instrumentos Utópicos/Orquestra de Balões” a realizar entre as 10h00 e as 13h00, que requer inscrição prévia.

O Som Riscado envolve diversos parceiros institucionais do concelho de Loulé e da região algarvia: Loulé Criativo, Casa da Cultura de Loulé, Escola Secundária de Loulé, Universidade do Algarve – Centro de Investigação em Artes e Comunicação, ETIC_Algarve, Tertúlia Algarvia e Casa Bernardo Sassetti (Lisboa). A Antena 1 e a RUA Fm são ‘media partners’ do festival.

O bilhete diário tem o valor de 5 euros e o passe para todo o festival custa quinze euros.

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