Lagos quer recolher e divulgar obras dos grandes lacobrigenses

A cantora lírica Arminda Nunes Correia, nascida em Lagos, em 1903, pisou os maiores palcos do país e da Europa

Ao longo dos anos, o concelho de Lagos tem revelado ao país e ao mundo muitos talentos, em áreas como a música, as letras, as ciências, a investigação e o canto. A assembleia municipal propõe um ciclo de recolha e divulgação destas obras, a começar por nomes como Júlio Dantas, Anatólio dos Reis Falé, António Joaquim Júdice Cabral e Arminda Nunes Correia, entre outros

 

A assembleia municipal de Lagos aprovou recentemente, por unanimidade, uma recomendação no sentido de a câmara municipal iniciar um “ciclo de recolha, preservação e divulgação da obra de lacobrigenses”, nomeadamente nas áreas da música, letras, ciências, investigação e canto.

“No concelho e na cidade de Lagos, ao longo dos anos, têm-se revelado talentos de nível nacional e internacional, pelo que é da responsabilidade da comunidade em geral e dos órgãos autárquicos em particular, contribuírem para a recolha, conhecimento, preservação e divulgação deste património comum, nomeadamente de personalidades já falecidas e que doutra maneira cai no esquecimento, empobrecendo a vida de hoje”, lê-se na proposta.

A assembleia municipal cita vários nomes de lacobrigenses que poderão integrar a recolha, entre os quais Anatólio dos Reis Falé (professor, músico e compositor), António Joaquim Júdice Cabral (médico, cientista e político), Arminda Nunes Correia (cantora lírica), Bartolomeu Salazar Moscoso (jornalista, professor e advogado), Fausto Nunes Landeiro (médico), João Bonança (jornalista, escritor e político), José dos Santos Pimenta Formosinho (notário e arqueólogo), Júlia Barroso (atriz, cantora e professora), Júlio Dantas (escritor, médico e político), Manuel Nataniel de Carvalho Costa (professor, escritor e diplomata) e Raul Frederico Rato (militar).

De todos estes grandes lacobrigenses, os deputados municipais sugerem o nome da cantora lírica Arminda Nunes Correia, nascida em Lagos, em 1903, para dar início a este ciclo. “Esta lacobrigense levou a sua arte e a cultura portuguesa aos maiores palcos do país e da Europa e a quem Lagos já prestou uma primeira homenagem assinalando a casa onde nasceu e atribuindo o seu nome a uma avenida na cidade”, lembra a assembleia.

A ideia é organizar a recolha das obras dos lacobrigenses que se destacaram no país e no estrangeiro nas diversas áreas, assim como organizar “um plano para progressiva reedição, em suporte atualizado, das obras esgotadas ou não editadas”. Além disso, a proposta defende um espaço reservado na biblioteca municipal dedicado às obras destes lacobrigenses.

NC|JA

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