Investigadores procuram novas estratégias de combate ao cancro

Centro de Investigação da UAlg quer acabar com os “superpoderes” da doença

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Os cientistas do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve estão neste momento a trabalhar para compreender os processos que conduzem à resistência aos tratamentos do cancro.

Os investigadores do Laboratório de Sinalização Celular focam-se em compreender a função de determinadas proteínas para perceber por que motivo a quimioterapia é, literalmente, “cuspida” das células tumorais antes de ter qualquer efeito benéfico para o paciente.

O objetivo é claro: “acabar com os ‘superpoderes do cancro’ e compreender os processos que conduzem à resistência aos tratamentos para poder refiná-los através de novas estratégias de combate à doença”.

“O processo de divisão das células do nosso corpo é quase perfeito, mas não infalível. Podem acontecer pequeníssimas falhas que, quando acumuladas por 30, 40, 50 anos poderão dar origem a uma das mais temidas doenças da atualidade: o cancro”, explicam os cientistas do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, adiantando porque é tão importante esta investigação: “Estima-se que uma em cada três pessoas sofrerá de doença oncológica nos próximos anos e que uma em cada quatro morrerá por consequências dela”.

A principal causa de morte nestes casos é a resistência à quimioterapia – principal objeto de estudo dos investigadores do Laboratório de Sinalização Celular, do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve.

Assumindo que algumas células tumorais adquirem uma espécie de “superpoderes”, que as tornam imbatíveis mesmo com a utilização dos melhores e mais sofisticados fármacos, os investigadores procuram compreender as diferenças entre a “linguagem” utilizada pelas células tumorais e pelas células saudáveis, de modo a tentar tornar a luta contra o cancro mais eficaz.

JA

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