Há (muitos) tesouros submersos ainda por encontrar no Arade

Embarcações viking, moedas de ouro romanas, ânforas inteiras com dois mil anos, canhões de bronze. Estes são apenas alguns dos inúmeros vestígios dos naufrágios já identificados no Arade. Os arqueólogos estão de volta este mês às profundezas do rio para resgatar mais tesouros. Para além de “dar um novo fôlego” à investigação arqueológica, os investigadores acreditam que esta campanha vai ser “crucial” para alcançar “dados inéditos” sobre um imenso património submerso

A campanha liderada por Cristóvão Fonseca e José Bettencourt tem como objetivo registar e salvaguardar o máximo de património possível, antes das obras de requalificação do porto

Apesar das numerosas campanhas de arqueologia subaquática que se realizaram ao longo das últimas quatro décadas, o rio Arade continua a esconder uma imensidão de histórias e – quem sabe – inimagináveis e valiosos tesouros.

Em quase todas as campanhas foram identificados vestígios importantes ou locais onde ocorreram naufrágios neste rio, que há mais de um milénio já era uma importante via de navegação, comunicação e penetração no interior do barlavento algarvio.

O primeiro registo de naufrágios em Portugal dá conta, precisamente, de um episódio ocorrido no rio Arade, no ano 966. Segundo relatos históricos, uma frota viking de 28 navios que atacava a então chamada Ribeira de Silves foi afundada por galés muçulmanas andaluzes.

Mas o tempo passou e um indício deste naufrágio só foi obtido em 1970, durante a dragagem do porto comercial de Portimão, quando foram descobertos dois navios naufragados na foz do Arade, um dos quais presumivelmente viking por possuir um casco de tabuado trincado.

Desde logo, a atenção dos arqueólogos nacionais e internacionais, mas também de muitos “caçadores de tesouros”, virou-se para este rio, por demonstrar possuir “forte interesse patrimonial e histórico-arqueológico”, carecendo de uma rápida investigação…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 7 DE JUNHO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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