Exploração de petróleo é uma possibilidade cada vez mais forte

Petrolíferas aguardam autorização para iniciar perfuração ao largo de Aljezur

Em 2016, a maioria do vasto território da região, em terra e no mar, estava concessionado a várias empresas petrolíferas. Hoje, apenas continua ativo o contrato da Eni/Galp

A história da pesquisa de petróleo na região começou em 1938. Oitenta anos depois, essa possibilidade deixou de ser uma miragem e é uma possibilidade cada vez mais real. A contagem decrescente já começou: a primeira perfuração ao largo de Aljezur poderá mesmo avançar em breve. A decisão só será anunciada depois da consulta pública, que termina no próximo dia 16 de abril. Os dois lados da barricada cerram fileiras e aguardam que o Ministério do Ambiente decida se o projeto vai ou não ser submetido a avaliação de impacte ambiental

 

Apesar da contestação dos autarcas, população e ambientalistas, o projeto de pesquisa e prospeção de petróleo e gás natural do consórcio Eni/Galp, no mar algarvio, parece imparável e está cada vez mais perto de se tornar uma realidade.

Por enquanto, ainda está a decorrer uma consulta pública, cujo prazo termina no próximo dia 16 de abril de 2018, onde os cidadãos podem decidir se querem Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), ou não, no projeto liderado pela Eni/Galp, a 46 quilómetros ao largo de Aljezur. Segundo apurou o JORNAL DO ALGARVE, esta consulta pública (apenas disponível no portal participa.pt) já conta com mais de meia centena de participações.

Do outro lado, as empresas petrolíferas, que já investiram dezenas de milhões de euros em trabalhos de sondagem e pesquisa, continuam a preparar-se para começar a prospeção ao abrigo dos contratos que assinaram com o Estado português, há mais de dez anos. Para isso, aguardam apenas “luz verde” para avançar…

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 22 DE MARÇO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

One Response to "Exploração de petróleo é uma possibilidade cada vez mais forte"

  1. Alvaro Reis   23/03/2018 at 16:45

    Absolutamente contra, pois com os benefícios fiscais que recolhem, acaba por ser o Estado a pagar por tais prospecções.

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