Depois da tempestade vem o balanço dos estragos

Foto: Beachcam Meo

Esta segunda-feira é dia de começar a contabilizar e arrumar os estragos causados pelo temporal que atingiu a região algarvia no domingo. Os ventos fortes e as trombas de água afetaram várias zonas do Algarve, com registo de quedas de árvores, postes de eletricidade, telhados e vidros de carros partidos, assim como cortes de eletricidade.

A passagem de um mini-tornado em Faro deixou também desalojada uma família de cerca de 100 pessoas de etnia cigana.

Segundo o presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, que falava aos jornalistas durante um ‘briefing’ no quartel dos bombeiros de Faro, por agora, “não será possível” àquela comunidade regressar ao local, devido aos “danos causados pelo tornado” nas estruturas precárias onde residem, construídas com madeira e telhas.

O vento forte derrubou ainda algumas estruturas na Estrada Nacional (EN) 125, sobretudo em ‘stands’ de automóveis, provocando ainda cortes de eletricidade.

No centro comercial Fórum Algarve há registo de vidros partidos na zona da restauração e de cadeiras arrastadas pelo vento.

Face a todas estas ocorrências, Rogério Bacalhau diz que ainda é cedo para contabilizar os prejuízos provocados pelo temporal de ontem.

A proteção civil recebeu centenas de chamadas este domingo e continua hoje no terreno para avaliar os estragos e os prejuízos causados pelo temporal.

Para além de Faro, as zonas mais atingidas por este fenómeno extremo foram Pechão e Moncarapacho, no concelho de Olhão, onde o vento forte derrubou o muro do Estádio António João Eusébio, enquanto decorria um jogo de futebol, danificando várias viaturas, sem causar vítimas.

Já em Cacela Velha, no concelho de Vila Real de santo António, uma autocaravana tombou com a força do vento.

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