Jovens algarvios dão “nova vida” à doçaria tradicional

Setor está em franca expansão na cidade de Lagos

Filipa Militão ganhou interesse pela doçaria tradicional desde muito cedo, aos seis anos. “O nosso papel é manter a qualidade e ser fiel às receitas originais”, frisa. Já Tiago Cardoso afirma que o mercado da doçaria “está muito mais mexido”, à medida que cresce a procura e interesse pela doçaria regional

Tiago Cardoso, 33 anos, gere uma fábrica que dá emprego a dez doceiras e produz 12 mil bolos por dia em Lagos. Apesar da quantidade de doces regionais que vende para todo o Algarve, Lisboa, Porto e até para o estrangeiro, o jovem não abdica da qualidade. Filipa Militão, 36 anos, é fiscal de estacionamento, mas nasceu com um dom: a arte de fazer doces. Os dois já ganharam um lugar de destaque na doçaria tradicional algarvia, um setor que tem vindo a ganhar cada vez mais vida e mais clientes

 

Lagos pode orgulhar-se da doçaria tradicional que herdou: os Dom Rodrigo, os doces finos, os morgadinhos e os queijos de figo são apenas alguns dos doces mais conhecidos, mas há muitos mais de origem popular ou conventual, antigos ou recentes, famosos ou pouco conhecidos, que são feitos por cada vez mais pessoas que fazem doces como profissão, seja em casa, nas lojas ou em fábricas. A tarte de alfarroba, a torta de amêndoa e a torta de laranja, são apenas alguns dos muitos exemplos de fazer crescer água na boca…

Isto significa que, apesar de não existir nenhuma escola que ensine a fazer doces regionais, esta é uma atividade que está bem viva na cidade de Lagos. Atualmente, o setor da doçaria tradicional está a atravessar um bom momento, como foi possível constatar na última feira concurso Arte Doce, que atraiu milhares de visitantes, no passado fim de semana, ao complexo desportivo de Lagos.

O futuro da doçaria mais antiga, tradicional e genuína da região está, assim, garantido por muitos anos. E isso deve-se a vários motivos, logo a começar pelo facto de os doces passarem para as novas gerações e os mais novos manterem-se firmes às receitas originais e às tradições, num mercado onde a criatividade e a doçura comandam.

O JORNAL DO ALGARVE falou com dois dos vencedores do concurso, Tiago Cardoso, de 33 anos, e Filipa Militão, de 36, que, apesar de serem ainda jovens, já ganharam um lugar de destaque na doçaria local…

 

(NOTÍCIA COMPLETA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 2 DE AGOSTO)

Nuno Couto|Jornal do Algarve

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