Inferno em Monchique: Bombeiros pedem ajuda e GNR apela à compreensão da população

Às 19h37 desta terça-feira, ao quinto dia, treze meios aéreos, 1246 operacionais e 372 viaturas estão a combater o incêndio que deflagrou na sexta-feira, dia 3 de agosto, na serra de Monchique.

Os bombeiros de Portimão pediram para que sejam entregues no quartel alguns bens de primeira necessidade, tais como água, barras energéticas, fruta, pomadas para queimaduras, soro fisiológico e pensos rápidos, para serem depois transportados para o terreno.

Por seu lado, a GNR apelou à população para que obedeça às orientações das autoridades em caso de evacuação devido aos incêndios.

“Em caso de evacuação preventiva, por indicação das autoridades, as pessoas devem cumprir com as instruções dadas e não devem nunca voltar atrás, para uma área já evacuada. Devem manter a calma, auxiliar crianças, idosos ou familiares com limitações de mobilidade e levar os seus animais de companhia. Não devem perder tempo a recolher objetos desnecessários e, se possível, deixar acesas as luzes exteriores da habitação”, apela a GNR em comunicado divulgado esta terça-feira.

Esta tarde, o fogo obrigou à retirada de pessoas das suas casas no concelho de Silves, tendo a situação mais preocupante sido registada na zona de Falacho de Cima.

O ponto da situação feito pelas autoridades revela que “regista-se em todo o perímetro fortes reativações que, associadas à intensidade do vento, tomam de imediato grandes proporções”.

Entretanto, o ministro da Administração Interna anunciou ao início desta tarde que a coordenação do incêndio vai passar a ser feita a nível nacional, na dependência direta do comandante nacional.

O incêndio continua com duas frentes: a de Casais e a da Barragem de Odelouca. O fogo também já obrigou à retirada de pessoas das suas casas no concelho de Silves. O vento forte e errático tem sido o principal obstáculo dos bombeiros no terreno.

Mais de 250 pessoas foram obrigadas a deixar as suas habitações. O presidente da Câmara de Monchique, Rui André, afirma que “menos de 10 casas de primeira habitação” foram consumidas pelas chamas.

Ao todo, o incêndio que lavra há cinco dias já destruiu mais de 17 mil hectares e provocou até ao momento pelo menos 30 feridos. Uma das vítimas é uma idosa de 76 anos que está hospitalizada em Lisboa.

Uma impressionante nuvem de fumo gigante cobre toda a serra até ao litoral.

Várias estradas estão cortadas ao trânsito, nomeadamente as que ligam a vila de Monchique à Fóia, à Nave e a São Marcos da Serra, assim como a que liga a Portela da Viúva à Foz do Besteiro.

NC|JA

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