Preço de venda das casas vai subir em média 5% em 2018

Inquérito aos proprietários revela que são esperados aumentos de preços de pelo menos 6% ao ano até 2022, e que a procura pela compra de casas é superior à oferta em Lisboa, no Porto ou no Algarve

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Nos próximos doze meses, os preços das casas deverão subir, em média, 5% – revela um inquérito a proprietários, promotores e agentes imobiliários a nível nacional, realizado em outubro pela Confidencial Imobiliário e o Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS).

“O mercado residencial está a beneficiar de um aumento da nova atividade de crédito, o que, associado ao desequilíbrio entre a oferta a procura, está a permitir que os preços se aproximem dos níveis praticados antes da crise”, adianta Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, referindo que o Índice de Preços Residenciais calculado para esta análise “encontra-se agora menos de 1% abaixo do máximo registado em 2010”.

Analisando regiões como Lisboa, Porto e Algarve, o inquérito ‘Portuguese Housing Market Survey’ revela ainda os operadores inquiridos têm perspetivas aquecidas a longo prazo na venda de casas, prevendo um crescimento médio anual dos preços de cerca de 6% nos próximos cinco anos.

Compra de casas para fins turísticos

“A confiança dos operadores no mercado é bastante elevada, pois o movimento de crescimento dos preços não se baseia apenas no aumento do financiamento, mas é também suportado pela dinâmica de outras fontes de procura, como a compra de casa para fins turísticos, destinados ao arrendamento de curta-duração”, explica o diretor da Confidencial Imobiliário.

A procura por compra de casas manteve-se até outubro elevada nas regiões analisadas pela Conficencial Imobiliário e a RICS (Lisboa, Porto e Algarve), e em todas elas se verificou uma ligeira redução da oferta de casas no mercado.

“A economia portuguesa continua a apresentar um dos mais fortes crescimentos na Europa, com a expansão do PIB a acelerar no terceiro trimestre deste ano”, constata Simon Rubinsohn, economista-chefe do RICS. “Os consumidores viram os seus rendimentos reais a aumentar, à medida que a inflação continua baixa e a taxa de desemprego em mínimos de quase uma década. Após anos de desalavancagem, as famílias conseguiram aumentar os gastos, ajudando a impulsionar a recente força no mercado residencial”, conclui.

Conceição Antunes (Rede Expresso)