Olhanense é um dos clubes mais prejudicados com a proibição de empréstimos

Os treinos do Olhanense começaram esta semana (foto: scolhanense.com)

Emblema de Olhão procura seis reforços para colmatar a falta de jogadores cedidos. O técnico Sérgio Conceição esperava três jogadores do FC Porto e mais dois ou três do Sporting

Domingos Viegas

O Olhanense, que volta a disputar a I Liga, começou esta semana a preparar a nova temporada, mas a pré-época e a construção do plantel está a revelar-se complicada devido à norma da Liga de Clubes que passou a proibir os empréstimos de jogadores entre clubes da mesma divisão.

Trata-se de uma medida “mal pensada” e “precipitada”, considerou o presidente do emblema rubro-negro, Isidoro Sousa, garantindo que o Olhanense “é um dos clubes mais prejudicados”.

Perante este novo cenário, o Olhanense já não poderá contar com o guarda-redes Fabiano Freitas, que foi vendido ao FC Porto com a promessa de continuar mais uma época em Olhão (a título de empréstimo), nem com os dois jogadores que os “dragões” já tinham prometido ao clube algarvio.

O clube algarvio também já tinha mostrado interesse em Bruno Pereirinha ou João Gonçalves e em Renato Neto, que poderiam ser cedidos pelo Sporting. Wilson Eduardo seria outra das hipóteses mais que prováveis para continuar, cedido, em Olhão no caso de não ficar no plantel do Sporting.

A direção do clube está já a procurar alternativas, pois precisa de, pelo menos, mais seis jogadores para completar o plantel (um guarda-redes, um central, um lateral esquerdo, dois médios defensivos e um avançado). Este número poderá aumentar caso se confirmem as saídas de Jorge Araújo, Regula e Ivanildo.

Os trabalhos começaram esta semana com 18 jogadores. Os cinco reforços já confirmados são o avançado Boka (ex-Nordeste) e os médios François D’Onofrio (ex-Standard Liége), Babanco (ex-Arouca), Nuno Silva (ex-U. Madeira) e David Silva (ex-Kilmarnok).

Refira-se que o Olhanense avança para a nova temporada com um orçamento de 1 milhão e 440 mil euros, menos cerca de 500 mil euros do que na última época.