Obama quer saber se há vida em Marte, rapidamente

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O Presidente americano Barack Obama dá os parabéns à Nasa pelo sucesso do “Curiosity”, mas, a rir-se, diz que gostava de ver resultados da missão, no valor de 2,5 mil milhões de dólares, o mais depressa possível. Leia aqui o telefonema

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O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou à equipa da NASA, que concebeu e controla o robô-explorador em Marte, para a felicitar mas também para lhes dizer que aguarda a revelação da descoberta de vida no planeta vermelho, segundo está publicado no blogue da Casa Branca.

No telefonema de cerca de oito minutos, que efetuou segunda-feira para o laboratório da NASA “Jet Propulsion”, Barack Obama, muito bem humorado, disse esperar que o “Curiosity” vá anunciando descobertas para “preparar terreno para um projeto ainda mais audacioso: uma missão humana ao Planeta Vermelho”.

“Se conseguirem contactar alguns marcianos, por favor avisem-me imediatamente. Tenho imensas outras coisas para fazer, mas suspeito que isso irá para o topo da lista. Mesmo que sejam apenas micróbios, já será bastante entusiasmante”, afirmou, rindo-se.

Já passou uma semana desde que o robô “Curiosity” chegou a Marte e enviou as primeiras imagens da missão que durará dois anos. Alimentado por um gerador nuclear, através dele a Nasa tentará descobrir se o ambiente marciano foi propício ao desenvolvimento da vida microbiana.

No mesmo telefonema , Obama elogiou o bom trabalho da equipa que “captou a atenção e a imaginação de milhões de pessoas não apenas nos Estados Unidos mas em todo o mundo”.

Com esta missão, que representa um investimento de 2,5 mil milhões de dólares, o presidente americano espera abrir caminho para futuras viagens e para o eventual envio de seres humanos, até 2030.

No orçamento norte-americano para 2013, o financiamento da exploração em Marte pela NASA vai ser substancialmente cortado, em quase um terço, obrigando ao fim da participação do país em duas missões no planeta encarnado, planeadas conjuntamente com a Agência Espacial Europeia para o final da década. Contudo, este assunto não foi abordado durante a conversa telefónica.

(Rede Expresso)