Médicos realizam “maior greve de sempre”

Sindicatos falam de percentagens de adesão entre 90 e 95 por cento (foto: Tiago Miranda/Expresso)

A adesão dos médicos à greve superou as expetativas dos sindicatos, que referem percentagens entre os 90 e os 95%

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“Sem dúvida, a maior greve de sempre”, conclui Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), referindo ao Expresso que a greve dos médicos registou hoje uma adesão “na ordem dos 90%” e com igual expressão de norte a sul do país.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) adiantou mesmo uma percentagem superior, com o dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Mário Jorge Neves a referir uma adesão “de 95%”, o que superou as próprias expectativas dos sindicatos.

“Esperávamos uma grande participação, mas o que aconteceu hoje foi ainda mais expressivo”, reconhece Roque da Cunha, para quem esta manifestação de força “é um sinal claro que as manobras do ministério não surtiram efeito e que é grande a determinação dos médicos em melhorar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O representante do SIM espera agora apenas uma coisa: “Que o ministério da Saúde negoceie seriamente”.

Ao longo do dia, nos hospitais e centros de saúde de todo o país, o cenário foi-se repetindo, com cirurgias a serem adiadas e inúmeras consultas a serem canceladas. Segundo o Sindicato dos Médicos, no Centro Hospitalar de Gaia, por exemplo, apenas um médico se apresentou ao serviço, enquanto os blocos operatórios dos hospitais Amadora-Sintra, Vila Real e Faro – para citar apenas alguns caos – garantiram apenas as situações de urgência.

O Expresso contactou o ministério da Saúde, que informou não disponibilizar dados sobre a adesão à greve.

Mafalda Ganhão (Rede Expresso)