Lesados do Banif recolhem reclamações em Faro

A ALBOA, associação que representa os lesados do Banif, está a organizar sessões públicas pelo país para sensibilizar os clientes lesados a enviarem à CMVM reclamações que provem que foram enganados. No Algarve, a sessão decorre este sábado, dia 18 de fevereiro, no Hotel Mónaco, em Faro

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Sob o lema “Conte a sua história, Conte a verdade”, a associação que representa os lesados do Banif (ALBOA) está a organizar sessões públicas pelo país para sensibilizar os clientes que se sentem lesados a enviarem para a CMVM reclamações que provem que foram enganados pelo banco.

A próxima sessão pública será realizada este sábado, 18 de fevereiro, em Faro. O encontro está marcado para o Hotel Mónaco, a partir das 14h30 até às 17h30.

A ALBOA pretende sensibilizar os lesados para que façam chegar à CMVM uma descrição sumária do modo como lhes foram apresentados os produtos e os argumentos usados pelo banco para que os clientes os comprassem, referindo que por cada produto subscrito deve ser apresentada uma reclamação.

O objetivo, diz, é que sejam entregues reclamações na CMVM para que o regulador dos mercados financeiros possa chegar à conclusão de que houve “operação global de ‘misseling’ (vendas enganosas ou fraudulentas)”.

A associação realça que só na primeira sessão pública, já realizada nos Açores (Ponta Delgada), no passado dia 11 de fevereiro, conseguiram-se mais de 400 novas reclamações.

Os lesados do Banif rondam as 3.500 pessoas, mas até agora apenas escassas centenas efetivaram as reclamações junto da CMVM.

A ALBOA salienta ser este o “momento crucial” para que todos os lesados concretizem as suas reclamações, pois “só assim as entidades oficiais poderão emitir um parecer favorável no sentido das pretensões dos lesados, ou seja que houve lugar a venda enganosa”.

Em 2013, quando da recapitalização pública do BANIF, os comerciais do banco aproveitaram o momento para venderem produtos financeiros, sobretudo na Madeira, Açores e comunidades portuguesas (Venezuela, EUA, África do Sul, etc.).

De acordo com depoimentos de lesados, “foram raros os madeirenses que não compraram um pequeno cabaz de ​produtos financeiros​” e nos Açores “os comerciais deslocaram-se até aos campos para venderem ações aos agricultores, enquanto estes tratavam do gado”.

Calcula-se que o volume de perdas dos lesados do BANIF ultrapasse os 265 milhões de euros.

NC/JA

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