Lagos reivindica início das obras do novo posto da GNR

Há cinco anos que militares e população queixam-se da falta de condições

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A assembleia municipal de Lagos aprovou recentemente uma moção solicitando informação ao Ministério da Administração Interna sobre as novas instalações do posto territorial de Lagos da GNR. A moção foi aprovada por maioria, com votos a favor do PS, CDU e BE e a abstenção dos restantes partidos.

Os deputados municipais realçam que os 26 militares estão instalados há vários anos num edifício antigo, degradado e sem condições, e que “há longos anos se verifica o adiamento da transferência para novas instalações condignas, para os militares da GNR e utentes”.

Apesar de, em abril de 2015, ter sido assinado um protocolo entre a Câmara de Lagos e a GNR, para a reinstalação desta infraestrutura num edifício localizado no Chinicato, que é propriedade da autarquia, a verdade é que as obras ainda não arrancaram.

Isto depois de, já em outubro de 2016, a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna ter-se comprometido, numa visita a Lagos, com a conclusão das obras de reabilitação do edifício multifunções no Chinicato “até julho de 2017”.

Perante esta situação, os deputados municipais querem saber qual a data prevista para o início das obras, assim como qual a data prevista para a transferência definitiva do posto da GNR para o edifício multifunções do Chinicato.

Cheira a mofo e degradação no posto da GNR

Segundo apurou o JA, há pelo menos cinco anos que o Governo anda a ser alertado para a falta de condições do posto da GNR de Lagos, localizado num edifício centenário, degradado e a necessitar de obras urgentes. Mas, até agora, nada mudou e este antigo convento continua a funcionar como posto da guarda.

As instalações encontram-se muito degradadas, ao ponto de caírem bocados de paredes e teto, as portas desfazerem-se e ainda há um intenso cheiro a mofo em algumas divisões.

Para além destes problemas, a cela do posto também encontra-se inativa por falta de condições, sendo os detidos transferidos para Vila do Bispo há vários anos.

Já no ano passado, o deputado Paulo Sá do PCP denunciou esta situação, revelando que “há uns anos, um militar que vivia no posto de Lagos contraiu uma infeção pulmonar devido às desadequadas condições de habitabilidade do espaço”.

(NOTÍCIA PUBLICADA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – NAS BANCAS A PARTIR DE 13 DE JULHO)

Nuno Couto | Jornal do Algarve

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