Lagos participa na criação do Observatório de Segurança Alimentar

Projeto piloto envolve nutricionistas, chefs, antropólogos e sociólogos

.

A Câmara Municipal de Lagos anunciou esta semana que vai celebrar um protocolo de colaboração com a associação In Loco, que visa a criação de um Observatório de Segurança Alimentar no Algarve (ORSAA).

“O protocolo tem como objetivo enquadrar a parceria e a cooperação institucional entre todos os outorgantes, visando a promoção da segurança alimentar na região do Algarve e a implementação do projeto piloto ‘(In) Segurança Alimentar’”, realça a autarquia.

O município de Lagos será assim um dos concelhos do Algarve que fará parte de um projeto piloto que visa a criação de um Observatório de Segurança Alimentar e de uma estratégia de combate às situações de insegurança alimentar.

O programa de ação deste projeto, liderado pela associação In Loco, terá uma duração de um ano e contará com uma equipa que conta com nutricionistas, chefs, antropólogos, sociólogos e o apoio de uma rede regional de técnicos municipais e das entidades públicas e privadas que operam na área social.

O projeto será desenvolvido em parceria com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, com a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve (e responsáveis pelas comissões locais de ação social), com a Universidade do Algarve e com a Segurança Social.

A primeira etapa do projeto – que passou por um trabalho de campo, realizado durante dois meses, em todas as freguesias do Algarve, avaliando o acesso dos agregados familiares a uma alimentação saudável e económica – já se encontra concluída.

Sensibilizar famílias para vantagens da alimentação saudável

Em suma, o plano de ação do projeto piloto ‘(In) Segurança Alimentar’ tem como objetivos gerais a “definição de um sistema de monitorização e avaliação da situação de segurança alimentar que avalie o grau de segurança alimentar de uma amostra representativa da população algarvia”, a “construção de uma plataforma eletrónica de introdução e tratamento dos dados do sistema de monitorização que servirá de base para o Observatório da Segurança Alimentar do Algarve”, o “desenvolvimento de competências na área da alimentação saudável e acessível tendo por base a dieta mediterrânica”, a “sensibilização, mobilização e capacitação dos agregados familiares de maior risco para as vantagens da alimentação saudável e acessível” e a “sustentabilidade futura da iniciativa, promoção e disseminação pública dos resultados”.

JA