IVO ANTÓNIO

 Violência doméstica uma triste realidade em Portugal

 

Estamos em pleno século XXI, o tempo avançou mas as mentalidades do povo português estão a regredir por muito incrível que pareça.


Todos sabemos que Portugal vive debaixo de uma grave crise económica e social, crise essa que mexe e muito com a maneira como todos os Portugueses se relacionam, e como diz o velho ditado popular “Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”, se houver um agregado familiar em que ambos os membros não trabalhem fica muito difícil cobrir as despesas em casa e então esta família entra em divergência em que muitos casais começam a entrar na fase da discussão e desta fase para a agressão é apenas um pequeno passo, mas não existe nada no mundo que leve as pessoas chegarem a estes pontos.


E como nem sempre a violência doméstica acontece nas mulheres, existem casos por muito poucos que sejam em que as vítimas são homens e normalmente aqui a violência física não é praticada directamente. Tendo em vista a habitual maior força física dos homens, havendo intenções agressivas, esses factos podem ser cometidos por terceiros, como por exemplo, parentes da mulher ou profissionais contratados para isso. Outra modalidade é as agressões que tomam o homem de surpresa, como por exemplo, durante o sono. Não são comuns, actualmente, a violência física doméstica contra homens, praticados por namorados (as) ou companheiros (as) dos filhos (as) contra o pai.


Apesar de nossa sociedade parecer obcecada e entorpecida pelos cuidados com as crianças e adolescentes, é bom ressaltar que um bom número de agressões domésticas é cometido contra os pais por adolescentes, assim como contra avós pelos netos ou filhos, mas é muito raro se falarem nestes casos.


Não havendo uma situação de co-dependência do(a) parceiro(a) à situação conflituante do lar, a violência física pode perpetuar-se mediante ameaças de “ser pior” se a vítima reclamar há autoridades ou parentes. Essa questão existe na medida em que as autoridades se omitem ou tornam complicadas as intervenções correctivas.


O abuso do álcool é uma forte agravante da violência doméstica física. A Embriaguez Patológica é um estado onde a pessoa que bebe se torna extremamente agressiva, às vezes nem lembrando com detalhes o que tenha feito durante essas crises de furor e ira. Nesse caso, além das dificuldades práticas de coibir a violência, geralmente por omissão das autoridades, ou porque o agressor quando não bebe “é excelente pessoa”, segundo as próprias esposas, ou porque é o esteio da família e se for detido todos passarão necessidade, a situação vai persistindo.


Também portadores de Transtorno Explosivo da Personalidade são agressores físicos frequentes e convém lembrar que, tanto a Embriaguez Patológica quanto o Transtorno Explosivo têm tratamento. A Embriaguez Patológica pode ser tratada, seja procurando tratar o alcoo-lismo, seja às custas de anticonvulsivantes. Estes últimos também úteis no Transtorno Explosivo.


Mesmo reconhecendo as terríveis dificuldades práticas de algumas situações, as mulheres vítimas de violência física podem ter alguma parcela de culpa quando o facto se repete pela 3ª. Vez. Na primeira ela não sabia que ele era agressivo. A segunda aconteceu porque ela deu uma chance ao companheiro de corrigir-se mas, na terceira, é indesculpável.


A Solução Passa Por Si, não se esqueça que a violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida e a liberdade de todo o ser humano.

 

  • Boa vista de Olhão

    E elas não bebem?