Félix Braz: O filho de algarvios que é ministro no Luxemburgo

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Filho de algarvios de Castro Marim, que emigraram na década de 1960 para o Luxemburgo, Félix Braz, de 50 anos, é o primeiro lusodescendente a ocupar o cargo de ministro no Grão-Ducado. Chegou ao Governo luxemburguês em 2013 e é atualmente o ministro da Justiça. Fomos encontrá-lo no final da última semana no restaurante “Mestre Abílio”, que o irmão possui no mercado de Vila Real de Santo António. Falou-nos das suas férias na região, mas também da União Europeia, da qual é um acérrimo defensor, deu-nos a sua visão de Portugal e do Luxemburgo e, como não podia deixar de ser, também falou de migrações

DOMINGOS VIEGAS

Jornal do Algarve – O que é que o trouxe ao Algarve?
Félix Braz – Costumo vir a Portugal, pelo menos, uma vez por ano. Em 2016 não foi possível, mas este ano consegui logo no início. Quando venho é para passar alguns dias de férias, descansar e visitar a família. Adoro Portugal e o tempo que passo aqui é uma grande motivação. Tenho cá os meus irmão e também tios, tias, primos e primas. Este ano vim com a minha filha e, tal como nos outros anos, tenho aproveitado para saborear a comida portuguesa. Este é outro dos motivos que me traz cá.

JA – Ou seja, apenas férias e nada de trabalho oficial…
FB – Exatamente. Estive em Lisboa na segunda-feira e almocei com a minha colega portuguesa Francisca Van Dunem, mas foi apenas um almoço informal. Quando voltei passei por Évora, fui comer uma açorda… E é assim que passo as minhas férias em Portugal.

JA – Já tinha sido autarca e deputado, mas é a primeira vez que faz parte do Governo. Como é que tem sido esta nova experiência política?
FB – Extremamente motivante e com a consciência de que é uma grande responsabilidade. É um cargo de muita responsabilidade, mas que eu gosto de assumir. Sinto-me bem no ministério onde estou. Nos últimos anos houve muitas reformas, mas, tal como em Portugal, no Luxemburgo também há muito trabalho a fazer na área da Justiça. Trata-se de um ministério, de certa forma, particular, porque não lida apenas com as respetivas administrações e tem relação com o terceiro poder. E só uma justiça verdadeiramente independente é que pode ser garantia para os cidadãos…

…(Leia a entrevista completa na edição semanal impressa do Jornal do Algarve, que está nas bancas desde quinta-feira)

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