“Está novamente muita coisa em jogo para as empresas da região”

Empresário Vítor Neto conta como reverteu as crises em oportunidades e alerta:

A empresa que nasceu há 77 anos no concelho de Silves, liderada por Vítor Neto, foi distinguida como melhor PME no setor da distribuição alimentar (foto: António Bernardo)

A história da empresa algarvia Teófilo Fontainhas Neto tinha tudo para correr mal: nasceu em plena guerra mundial, numa das regiões menos desenvolvidas do país e numa época de ditadura que limitava a livre iniciativa. Mas, ao longo dos anos, conseguiu resistir, sobreviver e até crescer, apesar das profundas alterações, desafios e crises que se sucederam. O trabalho compensou e, 77 anos depois, a empresa de São Bartolomeu de Messines chega ao patamar de melhor pequena e média empresa nacional no setor da distribuição alimentar. Em entrevista exclusiva ao JA, o empresário Vítor Neto fala do passado, do presente e de um futuro cheio de incertezas. Uma grande história de vida e sucesso contada por quem seguiu os seus genes

 

Jornal do Algarve – O empreendedorismo é uma palavra que está na moda, mas até há bem pouco tempo não se ensinava na escola. Como é que tudo começou para a Teófilo Fontainhas Neto, há quase 80 anos?
Vítor Neto – A empresa foi fundada pelo meu pai em 1940, em plena guerra mundial, numa região das menos desenvolvidas do país, como era o Algarve, que iria enfrentar situações bastante difíceis ao longo dos anos: as carências do pós guerra; o fraco desenvolvimento económico do país agravado por medidas de “condicionamento industrial” do regime de Salazar, que limitavam as áreas abertas à livre iniciativa; o baixo poder de compra, o analfabetismo a emigração; a guerra colonial a partir dos anos sessenta… Nesses tempos, a economia do país era dominada por meia dúzia de poderosos grupos económicos e financeiros…

 

(ENTREVISTA PUBLICADA NA ÍNTEGRA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JA – DIA 19 DE JANEIRO)

Nuno Couto | Jornal do Algarve

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