CRÓNICA DE FARO: António Justo, uma merecida homenagem!

OPINIÃO | JOÃO LEAL

“Simbólica jornada que em si encerra toda uma mensagem de esplendor evocativo!”, foi-o afirmado aquando do elogio ao sempre lembrado, saudoso e presente na recordação e no afecto havido ao falecido presidente da direcção da ARPI, António Justo Lima Mendes que, durante dezasseis anos exerceu com o maior empenho, dedicação, querer e saber, os destinos desta instituição. Aconteceu no dia 12 de junho (véspera do dia litúrgico de Santo António de Lisboa) em que, se vivo fosse, e bom seria se tal sucedesse, o presidente, falecido de morte súbita, completaria 81 anos de idade.
Concretizando o proposto pelo elenco directivo, liderado pelo Dr. Manuel Bento Serra, à Assembleia Geral ocorrida a 26 de Março do corrente ano, em que foi votado e ratificado por unanimidade e aclamação, a proposta de atribuição do nome de António Justo Lima Nobre ao edifício sede da Associação dos Reformados, Pensionistas e Idosos do concelho de Faro, a significativa e participada cerimónia de descerramento da placa alusiva em mármore, com imagem em relevo do homenageado, constituiu uma expressiva jornada em que foi recordado de uma maneira ímpar o homem e a obra realizada durante décadas de dedicado labor, dos quais 16 anos como presidente, não apenas dando um contributo decisivo para erguer a exemplar instituição que hoje o é, como lançando as bases do seu engrandecimento e valorização. A par da família, liderada pela esposa, D. Elisa Dores Balfundo Mendes, uma dedicação plena como colaboradora valiosa e infatigável da ARPI, estiveram presentes destacadas personalidades da vida política, social e associativa do Algarve, referindo-se os atuais presidentes da câmara municipal de Faro e vereadores, União de Freguesias de Faro (Sé e São Pedro), bem como de antigos edis, de deputados à Assembleia da República, da Presidente do Centro Regional de Segurança Social, de instituições congéneres, que foram cumprimentadas pelo Dr. Manuel Bento Serra e saudados pelo nosso dedicado consócio Francisco Leote, um colaborador em permanência. O elogio evocativo do homenageado foi feito por mim (João Leal, presidente da Assembleia Geral) recordando a figura do falecido presidente testemunhando a sua dedicação de cada instante e de como a atribuição do seu honrado nome ao edifício institucional sede o era o tributo merecido e de íntegra justiça a quem deu tanto de si em prol de uma causa – os idosos do concelho de Faro e a problemática da terceira idade. O descerramento da placa foi efetuado, em sentido momento, pela viúva D. Elisa Mendes, rodeada pelos familiares, com destaque para o mais jovem dirigente de sempre da ARPI, o dinâmico vogal diretivo André Infante, por entre vibrantes aplausos que ficaram como o testemunho e a lembrança do perenemente recordado presidente António Justo.
Oitenta e uma rosas brancas, tantas como anos de vida o homenageado os houve, a par de balões brancos que se ergueram para os céus, num verdadeiro monumento e mensagem de gratidão, de saudade e de lembrança! António Justo sempre presente, como naquela noite aconteceu e sucede em cada instante quando se refere o que foi a obra realizada e o amor a esta casa que ora ostenta o seu nome. A jornada, que se integrou nas “Festas de Verão da ARPI”, uma referência maior das festividades em honra dos Santos Populares que decorrem na capital sulina, prosseguiu noite fora com o empenho participado de centenas de convidados e associados, contou com a sempre aplaudida atuação do artista Humberto Silva e da Marcha de São Brás de Alportel. Em fundo e como motivo maior a recordação, em efeméride do 81º aniversário de António Justo Lima Mendes, cujo nome passa a sê-lo também do edifício sede desta instituição que tanto serviu e tanto amou!

João Leal

You must be logged in to post a comment Login