AVARIAS: Verão que é Verão…

OPINIÃO|FERNANDO PROENÇA

Permanentemente na espreita, sempre na brecha, sempre a abrir (sábias e curtidas – em mil conferências de imprensa de futebolistas e treinadores de futebol – palavras, que me lembram Paulo Sérgio ex – treinador do Olhanense, entre outros…), este vosso amigo deparou-se com a notícia de que o primeiro-ministro do Paquistão iria responder em tribunal(?), sobre o seu presumível envolvimento nos Panama Papers. Sei que devo estar a ser o mais preconceituoso possível, duvidando da existência naquela zona da Ásia, do que aproxima de um estado de direito, mas a verdade verdadeira é que estava à espera que noutros países, como por exemplo Portugal, os tais papéis fizessem mossa antes de o ameaçarem, lá para os orientes. Estava a brincar!!! Eu sabia, (podem consultar a benefício do inventário, os meus textos do pós-descoberta dos tais papelinhos) que a montanha iria sempre parir um rato. Eram tudo grandes paragonas no Expresso; mas todos sabemos que o Expresso traz, em primeiríssima mão, sempre grandes escândalos desde que os implicados não possuam nenhuma ligação a quem seja família (serve até à quinta geração) ou amigo de alguém do jornal. E como todos sabemos, quem manda por cá, tem sempre um amigo no Expresso. Não sei se é do nosso feitio ou defeito, mas não há melhor terra para se ser acusado de chantagem ou peculato, que o nosso lindo Portugal. Talvez por nos acharmos todos iguais (agora roubas tu, amanhã poderei ser eu), ninguém parece levar a mal que se desvie dinheiro para os paraísos fiscais. Mesmo que os que o fazem não tenham problemas em dizer que são os melhores amigos do país, enquanto eu e você, caro leitor aqui andamos a fazer todos os descontos a que temos direito, e mais alguns.
A pré-época do nosso futebol devolve-nos à rotina, em actos e palavras. O mês (este ano menos, por causa da taça das confederações) que está entre o final de umas competições e o início das outras traz-nos as férias e com elas os fogos e as reportagens em Quarteira (“na Quarteira” para os gajos de Lisboa), para sabermos quantas bolas de Berlim foram vendidas na tarde de maior calor do ano. Agora a grande verdade é que ninguém pára os apontamentos com os notáveis que trabalham para a TVI, sobre se o branco ainda é a cor da moda ou se preferem biquíni ou fato de banho. Em alternativa, a partir da segunda quinzena de Julho, ouvem-se as declarações dos jogadores de futebol (a tal rotina) que encerram, quase sempre, novas leituras do mundo actual. A última que ouvi foi da responsabilidade do jogador Danilo do FêCêPê, que instado a opinar sobre a nova época, declarou que o grupo (como gostam de dizer) ou ele, não me lembro bem, estava preparado para morrer pelas ideias do novo treinador. Alguém que pense em morrer por alguma coisa que não seja um up-grade do telemóvel, já é refrescante, quanto mais pelas ideias do treinador. Mesmo se, daqui por um mês, caso seja recambiado para o banco de suplentes, não venha pedir a substituição do “mister”.

Fernando Poença

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