Autoridade Marítima alerta para aparecimento de “caravelas-portuguesas” no sotavento

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Várias caravelas-portuguesas (uma espécie aquática parecida com a alforreca) surgiram nas praias do Sotavento Algarvio durante o fim de semana, com maior expressão entre Monte Gordo e a Manta Rota.

A Autoridade Marítima local alertou a população para, em caso de ser avistada, evitar o contacto com este organismo.

A caravela-portuguesa tem o nome científico de “Physalia physalis” e vive na superfície do mar graças ao seu flutuador cilíndrico, azul-arroxeado, cheio de gás.

“Os seus tentáculos podem atingir 30 metros e o seu veneno é muito perigoso”, alerta a Autoridade Marítima.

Os sintomas da picada são dor forte e sensação de queimadura (calor/ardor) no local e ainda irritação, vermelhidão, inchaço e comichão. Algumas pessoas, especialmente sensíveis às picadas e venenos das águas-vivas, podem ter reações alérgicas graves, como falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios. Nestes casos devem ser encaminhadas de imediato para o serviço de urgência.

O que fazer em caso de contacto?

No caso de haver contacto com caravela-portuguesa, deverá proceder da seguinte forma:​
– Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;
– Não usar água doce, álcool ou amónia;
– Não colocar ligaduras;
– Lavar com cuidado com soro fisiológico;
– Retirar com cuidado os tentáculos da água viva (caso tenham ficados agarrados à pele) utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico;
– Aplicar vinagre no local atingido;
– Aplicar bandas quentes ou água quente para aliviar a dor;
– Consultar assistência médica o mais rapidamente possível.

No caso de haver contacto com águas-vivas, também conhecidas como medusas ou alforrecas, deverá ter em conta os seguintes conselhos para prestar os primeiros socorros:

– Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;
– Não usar água doce, álcool ou amónia;
– Não colocar ligaduras;
– Lavar com cuidado com soro fisiológico;
– Retirar com cuidado os tentáculos da água viva (caso tenham ficados agarrados à pele) utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico;
– Aplicar frio (bolsas de gelo) no local atingido para aliviar a dor (o gelo não pode ser aplicado diretamente na pele, deve ser enrolado num pano);
– Tomar um analgésico para aliviar a dor;
– Aplicar uma camada fina de pomada própria para queimaduras.

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