*30-8-2009/0:0
|
No Algarve de outros tempos, poucos eram aqueles que não trabalhavam no mar.
Hoje, essa é uma realidade bem diferente e profissões como pescadores ou mariscadores são cada vez menos comuns. Alguns continuam a viver do mar, mas quase sempre como actividade complementar.
A Costa Vicentina é conhecida pela sua riqueza em marisco, principalmente pelos percebes únicos. Esta zona privilegiada da costa algarvia é a única zona da região onde se pode apanhar percebe, porque este “só se cria em zonas em que a rebentação nas rochas é forte”.
E se a profissão de percebeiro foi em tempos um trabalho popular e o ganha-pão de muitas famílias, hoje são poucos aqueles que se dedicam exclusivamente a esta actividade, conhecida como uma profissão dura e arriscada, e, talvez por isso, também apreciada pelos mais aventureiros.
O Jornal do Algarve descobriu alguns dos homens do mar que ainda hoje continuam a ganhar a vida na apanha do percebe.
José Sobral é um dos percebeiros mais antigos da zona, tem hoje 45 anos, e já lá vão 30 de vida no mar. O percebeiro é também pescador, pois “é difícil viver só da apanha do percebe”.
“É preciso saber ler o mar”
O dia começa bem cedo e, antes mesmo do sol nascer, já os percebeiros algarvios estão prontos para mais um dia de trabalho. A zona da Carrapateira, concelho de Aljezur, é quase sempre o ponto de encontro. Mas como aqui não há patrões, quem dita as regras é o mar. “É preciso saber ler o mar”, tarefa fácil para quem ao longo de toda uma vida teve no mar uma segunda casa....
(Veja a reportagem completa na edição de papel do Jornal do Algarve, a 3/09/09)
|