A chave para fixar famílias no Algarve “despovoado”

Projeto de combate à desertificação premiado pelas Nações Unidas

A desertificação do interior algarvio só pode ser travada com mais habitação e empregos. Mas as restrições são muitas e só os mais velhos ficam por lá…!

 

Conseguem as povoações do interior algarvio inverter a tendência de desertificação dos últimos anos? O desafio é hercúleo, mas não impossível. Segundo Nelson Dias, presidente da associação In Loco, só há uma solução: diminuir as restrições à construção e ao licenciamento de atividades económicas nas zonas rurais. O trabalho desta associação no combate à desertificação já foi premiado pelas Nações Unidas

 

A desertificação do interior algarvio parece irreversível, à medida que avança o inexorável despovoamento de aldeias e vilas da região, num ciclo angustiante que troca risos de criança por silêncio.

O presidente da In Loco, Nelson Dias, recebeu o galardão de “Campeão das Zonas Áridas” das Nações Unidas pelo segundo ano consecutivo

Paralelamente à baixa natalidade, a população está cada vez mais envelhecida, demonstrando que as zonas rurais são incapazes de criar atratividade para a retenção de jovens. E há ainda que contar com a falta de oferta habitacional para novos habitantes, uma realidade que já não se pode ignorar…

 

(NOTÍCIA PUBLICADA NA ÍNTEGRA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL DO ALGARVE – DIA 16 DE MARÇO)

Nuno Couto | Jornal do Algarve

  • Karl

    Mas vamos ver, o que ha’ no interior do Algarve que faca os jovens se instalarem la’? Ha’ empregos? Nao.